2 de novembro de 2010

PRESIDENTE OU PRESIDENTA??

A eleição inédita no Brasil de uma mulher para a Presidência da República lançou uma questão linguística: Dilma Rousseff é “a presidente” ou “a presidenta” do país?
O tema – qual das duas formas está correta? – passou a ganhar espaço na mídia à medida que o bom desempenho da candidata ia sendo apontado pelas pesquisas de intenção de voto. Jornais, colunas e blogs dedicaram-se a investigar, além do passado da candidata e de seus atributos como postulante ao cargo mais importante da nação, uma suposta tendência de Dilma de usar a palavra “presidenta”, especialmente em seus comícios.
Com a concretização da vitória, o que era uma dúvida menor torna-se uma questão cotidiana. As referências a Dilma terão de ser precedidas do título que ela conquistou, inclusive em ÉPOCA. Afinal, como Dilma Rousseff deverá ser tratada em seu novo posto? E aqui na revista?
Em princípio, como ela quiser. Não há norma na língua que defina uma das formas como errada, nem mesmo menos correta. O professor de língua portuguesa e apresentador de TV Pasquale Cipro Neto diz que a terminação “nte” vem do latim e é comum nas línguas neolatinas, como o português, o espanhol e o italiano. Ela indica o executor de uma ação, normalmente tornando a palavra invariável quanto ao gênero. Por isso, dizemos “o gerente” para homens e “a gerente” quando uma mulher ocupa a função. É o que em português chamamos de substantivo de dois gêneros.
“No caso de ‘presidenta’, talvez pelas conquistas das mulheres em vários territórios, surgiu esse uso, que os dicionários acolheram”, diz Pasquale. “Os três maiores dicionários da língua portuguesa, o Houaiss, o Aurélio e o Aulete, já registram ‘presidenta’ como equivalente de ‘a presidente’, ‘mulher que preside’. As duas formas estão corretas.”
ÉPOCA apurou que Dilma tem simpatia pela palavra presidenta, apesar de uma sondagem feita pelo PT entre agosto e setembro ter constatado que o termo causou estranheza à maioria dos consultados. É a equipe do cerimonial da Presidência, ainda a ser definida, que determinará a forma de tratamento a constar em documentos e atos oficiais. A definição, portanto, só deverá vir em janeiro, data da posse de Dilma, e, a partir de então, respeitaremos sua decisão nas páginas de ÉPOCA (nesta edição, optamos por usar presidenta apenas nas chamadas principais). Mas, quando o assunto é língua, nem sempre as determinações oficiais são seguidas.
A língua é construída diariamente, pelo uso que dela fazem aqueles que a falam e escrevem. Se até hoje a forma “a presidente” esteve disseminada na imprensa e na literatura brasileiras e espelhou uma realidade quase sem mulheres, um cenário protagonizado por uma delas pode inaugurar uma tendência, a das presidentas. Como já houve a oportunidade das doutoras, das ministras... “Vai ser o uso que de fato vai definir o termo. Como acontece na Argentina, em que Cristina Kirchner faz questão de ser ‘la presidenta’, não vai haver saída que não seguir a vontade da própria eleita”, diz Pasquale Cipro Neto.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI176658-18176,00-PRESIDENTE+OU+PRESIDENTA.html

1 de novembro de 2010

Um pouco de História da Língua Portuguesa

A língua portuguesa é a quinta mais falada e a terceira do mundo ocidental, superada pelo inglês e o castelhano. Atualmente, aproximadamente 250 milhões de pessoas no mundo falam Português, o Brasil responde por cerca de 80% desse total.

Diante disso, no mundo a língua portuguesa é instituída como oficial em Portugal, Ilha da Madeira, Arquipélago dos Açores, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Diante da grandiosidade da língua, em países do MERCOSUL é obrigatório o ensino do português como disciplina escolar.

Existem ainda lugares que utilizam a língua de forma não oficial, assim o idioma é falado por uma restrita parcela da população, são eles: Macau, Goa (um estado da Índia) e Timor Leste na Oceania.

A dispersão da língua em distintos continentes deve-se principalmente pela política de expansão de Portugal, especialmente nos séculos XV e XVI, quando ocorreu a exploração de uma grande quantidade de colônias, sendo assim, a língua da metrópole foi introduzida e logo se juntou com as culturas locais formando uma diversidade de dialetos, essa nova forma de falar o português fora da Pátria mãe era denominada de criolo.

O português é oriundo do latim vulgar (usado pelo povo essa variação era apenas falada) língua que os romanos inseriram em uma região ao norte da Península Ibérica chamada de Lusitânia. A partir da invasão dos romanos na região, praticamente todos os povos começaram a usar o latim, salvo o povo basco, nesse processo teve início a constituição do espanhol, português e o galego.

Em sua essência é uma língua românica, ou seja, ibérico-românico, que deu origem também ao castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.

O português se diferencia por meio da variedade de dialetos e subdialetos e no âmbito internacional, pois a língua é classificada em português brasileiro e europeu.

FONTE: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/paises-que-falam-portugues.htm

Últimas Notícias

Nos dias 3, 4 e 5 de novembro deste ano, ocorrerá o 2º Seminário Nacional sobre Linguística e Ensino de Língua Portuguesa (Senallp) no Cidec-Sul, Furg – Campus Carreiros.
O evento, promovido pelo Curso de Pós-Graduação em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, tem como tema O Ensino de Língua Portuguesa no século XXI: desafios e possibilidades.

O seminário visa a apontar caminhos para o ensino de Língua Portuguesa na contemporaneidade, propiciando o diálogo entre Linguística e ensino.
O 2º Senallp contará com a presença de renomados linguistas brasileiros como José Luiz Fiorin (USP), Luiz Carlos Travaglia (UFU) e Maria José Coracini (Unicamp), entre outros, e inclui em sua programação minicursos, palestras, mesas-redondas, sessões coordenadas, sessões individuais, exposição de pôsteres e atividades culturais, nos seus três dias de realização, tendo como público-alvo professores, graduandos, pós-graduandos e pesquisadores de Letras e áreas afins, além de todos aqueles que se interessam pelos estudos da linguagem.
As inscrições para ouvintes podem ser feitas até o dia do evento, por meio de preenchimento de formulário obtido no site do evento.



14 de outubro de 2010

SAIBA...

Informe-se sobre o III Colóquio da ALED Brasil. Está ocorrendo por esses dias. Saiba mais acessando a página da Pós-Graduação de Letras, www.ufpe.br/pgletras/.

Valeu!